18 dezembro 2009

O ciúme...




"O ciúme é aquela dor que dá quando percebemos que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente.” (Rubens Alves)


14 dezembro 2009

Insatisfação!





”Nenhum tempo e nenhum lugar nos agrada tanto como o tempo que não existe, e o lugar em que não estamos.” (Marquês de Maricá)


09 dezembro 2009

Por um fio




Hoje eu decidi falar de um livro que sou apaixonada, um livro fantástico escrito por Dráuzio Varella (médico renomado mundialmente), contando experiências vividas, e traumas superados na sua profissão, é um livro forte, pois retrata a presença da morte (algo inevitável) em casos de pacientes terminais, e a maneira como cada um se comporta à frente dela. Enfim... choro, muito choro, mais não apenas porque é triste, mais porque é a certeza que temos (ver entes queridos sendo tirados do nosso lado), mais vale a pena, para dar um choque de ânimo em nossas vidas, para vermos o que tanta gente passa por ai e saber o quão a vida é generosa conosco, que barreiras são dádivas que precisamos suporta-las.
Boa Reflexão.


Trecho do livro Por um fio de Dráuzio Varella


"Morte é a ausência definitiva. Tomei consciência desse fato aos quatro anos de idade, dois meses depois de ter ficado órfão. Estava sentado à mesa do café-da-manhã, encolhido por causa do frio; minha avó espanhola, de vestido preto, vigiava o leite no fogão, de costas para mim. Naquela noite, tinha sonhado que passeava de mãos dadas com minha mãe por uma alameda de ciprestes que havia na entrada da chácara de meus tios, na rua Voluntários da Pátria, em Santana, um bairro de São Paulo.
- Vó, nunca mais vou ver minha mãe?
Sem demonstrar a solicitude habitual com que respondia minhas perguntas, ela permaneceu calada, cabisbaixa na direção da leiteira.
Vinte anos mais tarde, na faculdade, descobri que tratar de doentes graves era o que mais me interessava na medicina. Por essa razão, passei os últimos trinta anos envolvido com pessoas portadoras de câncer ou de AIDS, em convívio que moldou minha forma de pensar e de entender a existência humana. No começo da carreira imaginei que, se ficasse atento às reações dos que vivem seus momentos finais, compreenderia melhor o "sentido da vida". No mínimo aprenderia a enfrentar meus últimos dias sem pânico, se porventura me fosse concedido o privilégio de pressenti-los."