15 janeiro 2010

Haiti

Bem, há algum tempo eu venho imaginando algo para postar aqui, porém, nada mais vem na minha cabeça a não ser falar sobre o Haiti (entendo que muita gente não aguenta mais nem ouvir, nem ler nada sobre o assunto), mas não chego a ser hipócrita a certo ponto, então vou fazer um alto resumo do que se passou (e se passa) por lá.



No dia 12/01/2010  um grande terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o Haiti, o país mais pobre da América, por volta das 19h50 (horário de Brasília). De acordo com medição preliminar do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto aconteceu a cerca de 10 km de profundidade, a 22 km da capital haitiana, que tem mais de 1 milhão de habitantes. Um terremoto dessa magnitude é capaz de provocar danos graves. O terremoto foi seguido de outros tremores, sendo dois de magnitudes de 5,9 e 5,5. O tremor foi sentido com força em quase todo o território da República Dominicana, país situado na ilha de Hispaniola, como o Haiti, e também no leste de Cuba. Vários prédios vieram abaixo, O prédio da ONUO Palácio Nacional foi reduzido a escombros e dezenas de milhares de pessoas perderam suas casas. A Penitenciária Nacional, a maior de Porto Príncipe, também ruiu, e os detentos escaparam, o que aumentou o clima de insegurança e saques. A Embaixada do Brasil também ficou comprometida. Funcionários estavam trabalhando quando o chão começou a tremer e o prédio a rachar. Ninguém ficou ferido, mas o prédio foi lacrado. Pessoas ainda cobertas de sangue berravam em desespero pelas ruas pedindo socorro. Outras vagavam com olhares perdidos, sem saber o que fazer e para onde ir depois de perderem parentes, a casa e os vizinhos. Praticamente não há hospitais intactos após o terremoto. O prédio da ONU e de muitos dos centros de ajuda humanitária – instalados no país após uma série de catástrofes já ocorridas no passado – também caíram ou estão comprometidos. Com o sistema de telefonia em colapso, a internet foi a única forma de comunicação no Haiti. O rádio, principal meio de comunicação do país caribenho com altos índices de analfabetismo, saiu do ar. 


Ajuda Externa

O presidente dos EUA, Barack Obama, manifestou-se e disse que seus "pensamentos e preces" estão com o povo haitiano. "Estamos monitorando de perto a situação e estamos prontos para ajudar o povo do Haiti", disse, em nota. República Dominicana, França, Colômbia e Venezuela também já se comprometeram a ajudar o Haiti. O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) anunciou um subsídio de emergência de US$ 200 mil para fornecer comida, água, remédios e abrigo para as vítimas do terremoto. O G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) se comprometeu nesta quinta-feira a entregar "de forma imediata" assistência econômica e em espécie "para o atendimento das necessidades humanas básicas da população do Haiti". Além de muitos outros países e governos que ajudaram - imprescindível.


Enfim...


Entre os feridos e mortos, estão alguns brasileiros, o Brasil é responsável pelo processo de pacificação no Haiti, comanda mais de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), e tem 1.266 militares no país. Entre eles está a médica Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, médica pediatra e sanitarista, Zilda tinha 73 anos.



Cadáveres foram enterrados em valas comuns ou pelas próprias famílias. Comida, água e medicamentos escasseiam.

Há o temor de que a situação de segurança fuja de controle, com a falta de água e comida estimulando saques. Também já há relato da ação de gangues armadas e de saqueadores. Haitianos desesperados brigam por comida ou tentam deixar o país.

Nós que não podemos ajudar direta ou indiretamente, nos resta rezar para que esse pesadelo passe logo!

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