30 setembro 2010

Mania...

 Escrevo em qualquer lugar. Num bloco, num papel de bala, em minhas mãos, nas mãos dos outros, em mesas, atestados, agendas, provas, endereços. Quase tudo meu é rabiscado. Escrevo em qualquer coisa. Escrevo qualquer coisa; um verso de música, um nome de música, o nome de quem canta alguma música, um soneto, algo que acabo de ouvir, bordões, nomes de lugares, nomes que gosto, meu nome, e, por vezes, até a maioria dos textos que eu costumo divulgar. Não tem lugar. Não tem hora. Não tem nenhuma definição. É algo tão imprevisível quanto a minha vontade de escrever. É somente maior do que eu.

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