15 outubro 2010

Profissão: Professor

Texto de Cintia Branco do blog "Sobre Viver em Sinop"

Durante quase metade da minha vida, ministrei aulas, o que explica em grande parte, minha loucura.

Comecei muito cedo, vivi muitas experiências, vi coisas que até Deus duvida... Não tenho saudades daquele tempo, mas os hábitos não mudam de uma hora para outra.

De vez em quando me pego citando a lista de compras como quem  faz a chamada, e pior, tem momentos em que chego a ficar esperando que respondam a presença.

Outro, me empolgo na conversa e quando vejo estou a procura de um quadro verde para esquematizar as idéias.

Porém, não me faz falta a sala dos professores em horário de recreio, muito menos as reuniões pedagógicas, quem  dirá, os conselhos de classe, momento ímpar para alguns professores vingarem seus infortúnios, da sala de aula e da vida, porque não.

O trabalho em sala de aula é difícil, fora dela, talvez pior, porque todos acham que você não faz nada, e não entende que cabe àquele que coordena todo o trabalho, afinar os instrumentos. 

Tenho visto antigos colegas com problemas sérios, que vão de depressão e outras fobias até LER , e isso é plenamente compreensível, dada a situação das escolas e dos trabalhadores em educação nos últimos 30 anos e a desvalorização que esses profissionais encontram no seu dia-a-dia.


Mas claro que existem recompensas, e muitas. Presenciar a primeira leitura, participar da descoberta da importância do conhecimento, encontrar os alunos e eles fazerem questão de agradecer por sua passagem na vida deles... Tudo isso renova o ânimo do professor e mostra sua importância social.


Parabéns a todos os professores comprometidos com sua profissão.

Faço das palavras da Cintia, minhas. E que os  professores tenham calma e paciência com essa geração superhiperlouca infinitamente impossível de explicar, e os novatos  que não se deixem desanimar, pois a esperança é a última que morre não morre.

Xoxo!!

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